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24 de março de 2014

Alfama, uma história do Fado


Estava numa aula aborrecida quando decidi ir à procura de espectáculos baratos para assistir no fim-de-semana. Foi assim que dei de caras na ticketline com Alfama, uma História de Fado. Era 10 euros, na Malaposta, sábado a noite, parecia-me bem! Fado ao vivo, bailarinas, fado antigo, fado moderno. Glup. Tenho sempre medo da "modernização" destas coisas, mas lá decidi ir e arrastar a minha mãe comigo (digam o que disserem, saídas sozinha não tem tanta piada!).

Fácil de amar confirma-se, mas difícil de encontrar também! Esta é uma piada privada entre eu, a minha irmã e uma amiga, com origem nos Santos Populares do ano passado...
Ia completamente sem expectativas e o início parecia que ia ser uma chachada, com a bailarina a abanar-se (ok, estou a ser injusta com a rapariga, que dançava bem) e fado em pano de fundo, ainda por cima à capela (as guitarras são para mim tão essenciais ao fado como, sei lá, o dia à noite, os figos às nozes, os anéis aos dedos...) mas a minha opinião mudou rapidamente quando vi que aquilo era só a parte introdutória e que, de facto, ia haver uma história por trás!

Aqui está uma das bailarinas. Costumam ser duas, mas ontem esteve só uma, a outra estava doente.
Foi um espéctaculo divertido, ligeiro, com muita variedade de fados (e com alguns dos meus fados preferidos) e boas vozes! Faltava ali era uma voz masculina, mas para mim, que prefiro quase sempre fados cantados por mulheres (talvez para depois ser mais fácil "adaptá-los" quando canto no duche eheh) não me importei muito. 

Não percebi porque ao início esta rapariga estava vestida com um vestido de inspiração chinesa... Felizmente, depois mudou de roupa e transformou-se na Gracinha!
Óptimo serão de sábado à noite. E para além de que sabe sempre bem sair com a mãe, durante a semana estamos muito pouco tempo juntas (que raio de vida é esta, moramos todos na mesma casa e vemos-nos tão pouco). Ela não gosta tanto de fado como eu, mas penso que não passou um frete.


E claro, também deu para conhecer alguns fados que não conhecia, como este Fado da Sina da Hermínia Silva. Fui pesquisar no youtube e encontrei-o interpretado por uma rapariga muito nova que não conhecia, a Mara Pedro, e fiquei fã! Cá vai então o Fado da Sina, pela Mara Pedro :) 


Mais outro a juntar-se ao meu reportório do duche... qualquer dia, os vizinhos mandam-me prender!

20 de março de 2014

... ainda sobre o mesmo assunto, nem de propósito

o que eu encontrei no facebook:


Chumbo da coadoção



Era para ter escrito este texto a semana passada, no próprio dia em que a coisa se deu e cheguei a escrever um texto irritadíssimo, a apelar à revolta, a foices, a tendas frente à assembleia da república, coisas assim. Mas depois o computador encravou, houve um problema na net e quando estava prestes a publicar perdi tudo o que tinha escrito. Portanto agora cá vai a minha opinião sobre o assunto, um post mais "normal" e menos a soar a manifestação LGBT.

Eu, Sexta-Feira passada
Muita gente faz baralha-se com o conceito de coadoção, portanto vou exemplificar o que acontecia se a lei da coadoção não tivesse sido chumbada:

Exemplo 1:
Imaginemos um casal de senhoras, casadas, tudo direitinho. Uma delas já tem um filho, de uma relação anterior com um homem, que mantém ma relação distante/ausente com a criança. Para a criança, é como se tivesse duas mães. Essa senhora morre num acidente de viação. O que aconteceria? A guarda da criança iria para o pai/avós/outro familiar. Direitos da esposa da falecida sobre a criança? Nenhuns. A não ser que o responsável da criança o permitisse, podiam até nunca mais se ver. 

Exemplo 2:
Imaginemos um casal de duas senhoras, casadas, tudo direitinho. Querem muito ter um filho, mas não podem adotar porque adoção em Portugal é ilegal para homossexuais. Vão então a Espanha e fazem inseminação artificial. A criança, legalmente falando, é apenas filha da que fez a inseminação, mas na prática, para a criança, as duas são as suas mamãs. Nisto a mãe legal morre num acidente de aviação. O que aconteceria? Com a lei da coadoção, a criança ficaria com a sua outra mãe. 

por acaso dei exemplos com duas mulheres, mas podiam ser dois homens - em vez de inseminação artificial podia ser então uma adoção singular, por ex.. 

O seja, a lei só permitia a coadoção se o parceiro tivesse mais de 25 anos e o pai da criança tivesse morrido ou abdicado dos direitos legais sobre a criança (ou seja, se já não fose pai dela legalmente falando) Se a criança tivesse mais de 12 anos, teria ainda esta de dar o seu consentimento. 

Como vêm, era um direito que nem chegava a ser direito. Era um direitinho. Um micro-nano-direitinho. Muito específico, com condições muito específicas. Era um direito ridículo, mas era um direito.

E agora nem isso. Fim. 


A coisa irrita-me por várias razões: em primeiro lugar porque vai contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Eu não sei do cor os 30 artigos, mas nem é preciso ler muito porque está logo no 1º artigo: "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". Também se tiverem paciência podem passar para o 2º artigo, que diz: "Todos os seres humanos podem evocar os direitos da presente Declaração, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra". Se tiverem mais paciência ainda, podem ir ao 7º artigo, que diz "Todos são iguais perante a lei". Só assim à primeira vista, o chumbo da coadoção está a violar três dos trinta artigos. Parabéns Portugal.


Em segundo lugar, porque me parece-me muito pouco ético (e só não digo anticonstitucional porque de facto não percebi ainda muito bem o que é constitucional ou não...) que se aprove uma coisa, não se goste do resultado, se diga "Ok, esta não valeu! Vamos fazer outra vez" e se altere o resultado. Isto parece-me terrivelmente errado. 


Outra coisa que me irrita são os argumentos utilizados. Adoro. Principalmente o da criança traumatizada: "Uma criança precisa de modelos masculinos", "A criança vai ficar confusa", "A criança depois também vai ser homossexual" (cruz credo, deusnoslivredetalsorte! Ainda que seja melhor que ser drogado...) e outros do género. Um dia destes volto a pegar neste assunto outra vez, mas entretanto se se quiserem ir entretendo podem ir lendo isto, retirado diretamente do site da Ordem dos Psicólogos, gratuito e disponível para quem quiser ler argumentos com uma base científica. Experimentem. Vai ser uma novidade refrescante. 

Pobre criança traumatizada
Olha mais outra, coitadinha.
E por último, aquele me deixa fora de mim mas que também é mais pessoal, é quando me dizem "Então mais tu és lésbica? Se não és, o que te importa isto a ti afinal?!". Não querendo entrar em comparações infelizes, não é preciso ser maltratada para ser contra a violência doméstica, ou ser violada para ser contra o abuso sexual nem ser mutilada para ser contra a mutilação genital. Nisto, a Carla do blogue Kapput 2.0 já fez um post muito bom, em que disse tudo: "Quando se fala do direito dos homssexuais, estão a falar também dos meus direitos. Porque sou um ser humano, antes de um ser heterossexual, ou outro tipo sexual que possa caber numa gaveta".


Por isso, ainda não sei se guarde as foices e as tendas.
Ainda estou à procura de uma alternativa melhor.
Ideias?


Tipo... dahhh

31 de outubro de 2013

"estar casada é como um inesperado cheiro a frango assado à beira da estrada, como um pijama polar no inverno, como o cheiro a café e torradas de manhã"



14 de julho de 2013

Façam-me rir, senhores, façam-me rir.




"Eu, por exemplo, só tenho por amigos aqueles que possuem senso de humor. Não importa serem ricos, pobres, doutos ou ignorantes. Interessa o espírito fantástico, o amora da pieutea, o espírito diligente e capaz do riso. O riso (...) é o que me liga seriamente às pessoas"
Agustina Bessa-Luis

Afinal não sou só eu.
Façam-me rir e já me conquistaram. Sou assim, fácil. Todos dizem que as mulheres são complicadas e exigentes, mas eu sou uma das muitas excepções. 
Uma rapariga que ri sem medo de estar a ser ridícula, de ter coisas nos dentes, de ter o riso "feio" ou "estridente", fica instantaneamente encantadora; um rapaz que ri à gargalhada sem ligar aos "menos, menos" dos amigos sobe em flecha nos pontos da minha escala de sexiness interior. 
Uma pessoa que não ria ou sequer sorria e passe o tempo todo com cara de posta de pescada não tem valor nenhum para mim. Pode ser interessantíssima, ter dado a volta ao mundo, gostar das mesmas coisas que eu, falar com fluência e desembaraço sobre coisas interessantíssimas que não vou querer passar tempo com ela. Prefiro que seja ignorante, chata e calada, mas que saiba apreciar uma boa piada e que seja capaz de fazer um comentário sarcástico sobre qualquer coisa banal e corriqueira. Ou que simplesmente sorria com sinceridade e frequentemente.

E pronto, lembrei-me disto porque esta semana fui à Primark e achei o rapaz que nos atendeu extremamente giro. Depois comentei com a minha irmã, olhei melhor e vi que se calhar não só não era nada de especial, como também seria considerado feio pela maioria das pessoas que conheço. A única particularidade que tinha era que sorria muito. 
Se comentasse isso com a maioria das minhas amigas fariam pouco de mim. A minha irmã, por ser gémea e um prolongamento de mim, concordou inteiramente!

23 de março de 2013

Pêlos masculinos


Nada como recomeçar o blogue entrando logo em assuntos controversos! E podia pegar em várias coisas, desde a educação até à pobreza do mundo, mas vou pegar por uma das coisas que me faz muita confusão, como o sabem todos os meus amigos: pêlos masculinos.

Desde que me lembra de ter começado a olhar para os rapazes com olhos de ver que sempre achei os pêlos masculinos o supra sumo da sensualidade. Um homem sem pêlos parece-me um pré-púbere, um garoto. Para mim, um homem para ser sexy tem de ter pêlos. E além disso é irritante ir no metro e ver que o rapaz que está ao nosso lado tem menos pêlos nos braços que nós.

23 de abril de 2012

Que raio de "seca"

Supostamente estamos num ano de seca. Daquela seca por falta de chuva, que das outras secas tenho eu com fartura todos os anos, e não sou a única de certeza. Toda a gente fala em seca e eu penso que se calhar estou a viver num mundo paralelo, não comum às outras pessoas: é impressão minha ou ainda não parou de chover???

29 de março de 2012

Medidas correctivas: Conhecido pelo que ele fez de mal... ou pelo que ele fez de bem?

Eu às vezes fico um bocado pasmada quando ouço certas coisas na televisão. E não tem a ver com andar a estudar psicologia, porque isto são ideias que já foram cultivadas e cresceram no meu entendimento muito antes de ir para a faculdade.

9 de novembro de 2011

Algumas considerações e contagem de calorias... no fim!

Este blogue anda assim a meio gás, porque entretanto criei outro, sobre as novidades e experiências gastronómicas cá de casa (http://maos-de-manteiga.blogspot.com - podem dar um olhinho, são sempre bem-vindos!), mas também porque não tenho tido paciência para grandes dissertações, e vocês, seguidores fieis do meu blogue (que brinco sempre dizendo que é só um, e chinês, mas que no fundo sei que não é verdade) sabem que eu quando escrevo gosto sempre de me alongar e abusar da vossa paciência e pestanas. E agora não tenho tido grande paciência para pensar muito sobre coisas da minha vida que depois publique no blogue, sabem? A culpa toda é da faculdade, dos artigos escritos num inglês insonso que me atrofiam os miolos, a paciência e a vontade de ser gente, claro está.

6 de novembro de 2011

O que é mais mortal?

Bem, sempre pensei que ser atingida por um raio seria provavelmente mortal, mas vejam só o que eu encontrei no Guiness World Records de 2006:

Sobrevivente a mais relâmpagos
Roy C Sullivan (EUA) foi o único a sobreviver 7 vezes a um relâmpago. Em 1942 (perdeu a unha do dedo grande do pé), 1969 (perdeu as sobrancelhas), 1970 (queimou o ombro esquerdo), 1972 (o cabelo pegou fogo), 1973 (cresceu-lhe o cabelo e queimou as pernas), 1976 (feriu o tornozelo) e 1977 (queimaduras no peito e estômago). Em 1983 suicidou-se, devido a um desgosto de amor

Livra! Nem pergunto o que o homem andaria a fazer... Qual seria o emprego dele? Caça raios???
Agora uma pessoa sobreviver a tanto raio e depois suicidar-se é uma comédia. O género de humor que às vezes se encontram nos filmes de terror.

Bem, vou ver se me afasto das trovoadas e dos desgostos de amor. Não me apetecia nada ficar sem sobrancelhas!


6 de julho de 2011

Uma questão de religião!


Esta semana que passou tive o privilégio de visitar inúmeros locais de culto, por causa de uma disciplina de opção que a minha irmã está a ter lá na faculdade, a que simpaticamente fui convidada a assistir (sim, eu sei, tenho uma semente masoquista plantada em mim...). Mas quem me conhece há algum tempo (agora até pareço o meu stor de História do secundário), sabe que desde sempre que gosto destas coisas da religião, não só de saber mais da minha, mas também um pouco mais das outras.

14 de junho de 2011

Frases animadoras!

Ainda mal comecei a semana terrivel (esta, a que tenho 3 exames de seguida) e, depois de um primeiro exame que sinceramente podia ter corrido muito melhor, sinto-me quase afogada em stresse. Por isso é que nesta pausa para descansar e me animar (a meio de exercícios de estatística e uma vontade louca de me deitar na relva, descalça, a ouvir pardais, ou então de comer chocolate), decidi falar do que faço nestes dias assim mais stressantes, ou tristes, ou desmotivadores, ou de SPM: frases animadoras!

7 de junho de 2011

Geocaching



Já era mais do que tempo de falar de um dos meus hobbies favoritos (não tão favorito como xi-corações e beijinhos na testa, mas para lá caminha): o geocaching!
Para quem não sabe, basta pesquisar geocaching no google, fazer o login e pode começar a cachar (esta parte foi a minha irmã e o amigo que fizeram, estava eu a estudar para estatistica). E o que é cachar, afinal?

7 de maio de 2011

Sardinhas mnham

Hoje foi um dia memorável. Ontem também (recebi as minhas sabrinas! Não as pude usar, estava a chover...). Mas hoje foi mais.
Comi sardinhas pela primeira vez desde o verão passado! Yeah! Urras! Alegria!
O dia memorável era para ser amanhã, mas os meus avós decidiram fazer-nos uma surpresa, portanto, para além de sardinhas assadas, também houve farófias e bolo de água e queijo da avó à sobremesa. Ou seja, uma catástrofe. Mas a vida não é só celulite...

Eu pura e simplesmente adoro sardinhas assadas.

6 de abril de 2011

Calor!

Hoje foi um dia especial para mim, um dos dias gloriosos do ano: foi o primeiro dia do ano em que saí à rua de manga curta! Sim senhora, bracinhos ao léu! Calor dos diabos, foi o que foi, e depois de um dia a morrer (bem, também não exageremos, para mim o calor nunca é demais, mesmo que esteja a transpirar copiosamente), lá me decidi e tirei de cima do guarda fatos o meu saco hermeticamente fechado (sabem, uns sacos mesmo para guardar a roupa, a gente aspira e aquilo fica fechadinho e a salvo de qualquer traça mais traiçoeira durante metade do ano) e lá arrumei a roupa de Inverno, coisa que odeio fazer e depois de um dia de aulas e uma ida às compras muito menos, mas isso agora fica para outro artigo...
Hoje esteve calor, sim senhor. E soube mesmo bem andar com roupa mais leve...

30 de março de 2011

Censos 2011 - Tenham medo. Muito medo!

Eu até que sou uma boa cidadã. Fora embirrar com os "picas", até faço tudo razoavelmente: exerço o meu direito de voto, atravesso nas passadeiras, não parto vidros, não deito lixo no chão, encosto-me à direita nas escadas rolantes, ajudo velhinhos a atravessar a rua se for preciso e até indico direcções a estrangeiros com um sorriso. Cidadã comum, já para não dizer exemplar!
Foi então que eles chegaram. Os censos. Propaganda enganosa, mas apelativa: meteram a Torre de Belém e tudo! Não se brinca com a Torre de Belém! É um dos meus monumentos preferidos, é claro que vou cair nas malhas enganosas!
Quando a senhora dos censos bateu à porta (rapariguita, vá...) fui até toda simpática, convidei-a a entrar (recusou), desculpei-a por se ter esquecido de nós (enfim) e até aceitei os códigos para fazer pela Internet, para lhe poupar trabalho. Não imaginava o que se seguiria. E que raio é aquilo do: "Responda preferencialmente dia 21 de Março"? Apesar de só ter recebido os códigos dia 18, e apesar de para mim as segundas serem um dia complicado, às 22h do dia 21 lá estava eu, boa cidadã, pronta para preencher os questionários. E aquilo não me deixa. Depois de 45 minutos para responder a quatro perguntas, desisti e decidi ir fazendo aos bocadinhos todos os dias, no meio de transpiração, rezas e frustrações.
Hoje de manhã (sim, e ainda só ia a 42%) decidi cumprir a pena diária, já irritada, claro, aquilo é uma seca, quando me pedem para mudar a palavra passe. E eu mudo, afinal asseguraram que era para minha segurança. E não é que perco tudo o que já tinha guardado?! Calma Ana, respira fundo, só podes estar a ver mal. Não, estava mesmo lá só o botãozinho para Iniciar. Foi então que mandei à fava o cidadanismo e decidi que se aquilo estivesse lento como o costume queimava os papéis numa fogueira de vodu (isto existe?) e depois  eles que se amanhassem, viessem-me prender, fizessem o que entendessem, que eu tenho mais que fazer. Mas não, o grande PC do Estado ou do INE ou lá do que seja deve ter-se assustado e lá me deixou fazer aquilo (as fogueiras de vodu são, de facto, assustadoras) e foi num instante que cheguei a uns vitoriosos 81%. Há bocadinho acabei o restante e foi com uma sensação de dever cumprido que cliquei no Enviar (e guardei os fósforos e as acendalhas).
Não me apanham noutra. Espero que em 2021 seja um bocadinho melhor. Tenho dez anos para me preparar...

26 de março de 2011

Primos, filmes de animação e crise de meia idade - sou bastante precoce, eu sei!


Nos últimos tempos cheguei à conclusão que esta coisa de evelhecer também me acontece a  mim. Não envelhecer e ficar velha, mas ir crescendo. Já não era demasiado chocante descobrir isso, quando descubro que o mesmo acontece às outras pessoas! Não se faz!
Mais propriamente os meus primos. Os pequeninos! Estou a descobrir aos poucos que os "miúdos" da minha tribo já são cada vez menos "miúdos" e que não tarda nada tornam-se adolescentes rabugentos e borbulhosos, que choram por tudo e por nada - ok, isto já vai acontecendo, é melhor preparar-me para os próximos anos...
À parte das borbulhas, dos choros e das crises existenciais, a juntar aos namoricos e restante conversa da treta que eu adoro ouvir das bocas deles, a coisa começa a preocupar-me. Eu não estou a acompanhar o ritmo! Qualquer dia, os miúdos tornam-se mais crescidos que eu, e não é fisicamente, que isso pelo menos um espécime já é (o que não lhe impede de vir de vez em quando para o meu colinho, não mais que alguns segundos de uma vez, não vá alguém ver e lá se vai a reputação de pré-adolescente borbulhoso e independente, que toda a gente sabe que ele não é). Reparei nisso conscientemente no dia de Carnaval (inconscientemente já ia reparando á algum tempo). Mascarámos para fazer o jeito aos miúdos (seria?!) e eles aparecem vestidos à civil e pasam a tarde a ver videos no youtube. Apesar de mascarada da Madrasta da Branca de Neve, não me queria sentir destronada como tal... Antigamente fazíamos desenhos (tenho ainda um meu no Oceanário, de costas, a ver os peixinhos). Houve uma vez que até fizémos um comboio da reciclagem! (eu sei, eu sei, pareço uma velha autêntica).
Mas uma importante questão se põe: e agora, que desculpa vou arranjar para ir ao cinema ver filmes de animação? Quando irei ver o Gnomeu e Julieta??? Em tempos idos (sinf!) podia raptar um puto ou dois, revirava os olhos e fazia o teatro do "Vamos ao cinema com o miúdo!", e lá ía-mos ver um filme de animação que estivesse na barra - apesar de a minha mãe ter adormecido a ver o Shrek, O Terceiro, e eu ter tido uma má experiência com o Wal-e ou lá como se chamava o bicho (aí quem ia adormecendo era eu), posso dizer que o balanço era positivo. Pipocas, filmes de animação, miúdos, olhares solidários dos outros pais ("Pois, cá estamos, mais um filme, que sacrificio", pensavam eles).
Olhem, sabem que mais, três ou quatro leitores do meu blogue: que se lixe. Eles crescem, eu não. Tenho de aceitar isso. Ainda não estou preparada para crescer! Ainda não chegou o meu momento. Não sei quando acontecerá (imagino-me perfeitamente mascarada aos 80 anos, e a ver filmes de animação super divertida), mas se não chegar, paciência. Mania que o ser humano tem de querer ser sério.
Lembrei-me agora que uma vez um senhor foi, num dia de Carnaval, mascarado de Drag Queen (é assim que se escreve?) ao ex-Café da minha mãe, sozinho e sem vergonhas de ainda não ter crescido. Apesar dos seus trinta e tais, quarentas. O mesmo pode acontecer comigo (à parte a Drag Queen).
Crescer não tem de ser obrigatório!
P.S. Amanhã, apesar de tudo, de certeza que vou jogar na Wii com o miúdo do meu tamanho, vulgo primo David, e jogar (e fazer batota) no Monopólio ou no jogo das Caravelas, e discutir-mos que nem uns possessos porque a Grande Muralha da China era para mim. Que isto do crescer também é só quando lhes convém...

23 de março de 2011

Hummmm! Que cheirinho!



Todos nós temos um sentido mais apurado que se sobrepõe a todos os outros. No meu caso, a visão não é de certeza (fui hoje buscar os meus novos óculos... como tudo ficou nítido de repente!), o tacto não consigo avaliar, a audição nem pensar (- Ana... ANA! És surda?!... - Ah?!...O quê?!...), o paladar é um bom concorrente, mas nada ganha o olfacto!
Desde pequenina, quando subia as escadas da casa da minha avó à hora de almoço adivinhava sempre o que era o petisco, até chateava; as palavras "Puf! Cheira mal!" estava sempre na minha boca à mínima aragem fedorenta; não havia flor que eu não cheirasse.
Apesar de ser péssima a decorar caras, ao ponto de desconfiar que devo ter um bocadinho de agnosia (é pouco provável, pareço é aqueles estudantes de medicina que acham que têm as doenças todas. Psicologia não está imune...) sou óptima a decorar cheiros. Isto é esquisito e pouca gente sabe (agora acabei de o revelar ao mundo, mas há coisas piores...) mas às vezes sei que conheço a pessoa, não pela cara, que essa até pode não me dizer nada, mas porque o cheirinho dela é-me familiar. Um pouco canídeo, confesso.
Por essa razão, e apesar de adorar pessoas que cheirem bem (como escrevi uma vez num trabalho - e sim, tive boa nota, sabe Deus como...) não consigo arranjar perfumes para mim. Arranjei um, da Zara, tierna peonia, ou tendre peonia, já não sei se estava em espanhol ou francês, mas que devia ser edição limitada, nunca mais o vi à venda (já agora, se alguém souber diga-me, ou então faço anos no dia que toda a gente sabe, passo a vida a pedir prendas neste blogue).
Mas os senãos não param aqui. Como sou extraordináriamanete alta, o meu nariz chega ao sovaco do médio português, o que com os comboios a serem suprimidos a toda a hora não é lá muito agradável.
Mas tem coisas boas, muito reconfortantes. Ontem estava a subir as escadas para o comboio, quando senti um cheirinho mesmo daqueles "Hummmm!" - o cheirinho da terra molhada depois de uma chuvada de verão. Não podia ser, estava sol ainda antes de me enfiar no metro. Mas era mesmo chuva, e se tivesse parado por ali tinha gostado dela...
Para além da terra molhada, acho muitos cheirinhos reconfortantes:o cheiro do pão cozido num forno a lenha, o cheiro do chocolate, o cheiro dos bebés depois de tomarem banho, o cheiro a relva, o cheiro das mimosas quando me apanha de surpresa. E depois, o cheiro das pessoas de quem gosto: o cheiro a talco e a jasmin da minha bisavó, do perfume forte e dos cremes da minha avó, do sabonete da minha irmã, do cheiro do cheiro da minha mãe. E perfumes masculinos, adoro perfumes masculinos. Porque será que os das mulheres são todos florais e frutados? Por serem mais sensíveis e delicadas? E sabe tão bem passar por um homem que cheire bem. Às vezes os das mulheres até dão vontade de vomitar, de tão enjoativos, mas adiante que a conversa já se está a tornar esquisita e tenho de manter a minha reputação de pessoa (minimamente) mentalmente saudável.
O perfume de alguém é uma coisa que perdura para sempre, mesmo quando essa pessoa está longe ou nos deixa. Quando era pequena e morreu o meu avô, durante muito tempo ia à casa de banho cheirar o seu frasco do  perfume (ok, ainda faço isso às vezes), e já me aconteceu ser assolada por uma saudade repentina ao encontrar o casaco de alguém que está longe e sentir o seu perfume. Acontece a todos, não? Mesmo aos mais entupidos nasalmente...
Tenho de parar com conversas parvas e arranjar um perfume só para mim!

26 de fevereiro de 2011

Semáforos e Comboios

Quem me conhece ligeiramente sabe que eu odeio quase tudo o que está ligado ao conceito de "cidade". Quem me conhece mais aprofundadamente sabe ainda que tenho um ódio muito particular por semáforos. Principalmente se forem semáforos do Cacém.

9 de fevereiro de 2011

S. Valentim e paneleirices que tais

Chegou a altura do ano em que tudo à nossa volta se resume a coraçõezinhos e ursos de peluche. Muita gente o odeia, muita gente o adora, muita gente finge que o odeia mas no fundo é só inveja, a verdade é que estamos aí à beira de mais um S. Valentim, ou Dia dos Namorados, se preferirem.
Eu gosto do S. Valentim. A população visível anda feliz (os que não se vêm estão em casa a empanturrar-se de chocolates em forma de coração enquanto vêem o Titanic ou o Amor Acontece para afogar as mágoas - no Hugh Grant ou no Leonardo Di Caprio, ou na Kate e na Lúcia Moniz - o chocolate é apenas um acompanhamento) de mão dada com a cara metade, aos beijinhos, tudo muito mel. Enfim.