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10 de abril de 2014

Quaresma











Oração da Quaresma com os miúdos da catequese. 

Para quem ainda acha que se tem de aprender a rezar ou que rezar com crianças é debitar orações decoradas. Ou que é coisa reservada a adultos, para a qual as crianças não têm capacidade ou que devem ser preparadas (como se falar com Deus exigisse um curso intensivo, um mestrado e um doutoramento...). 

Como se falar com Deus fosse uma coisa séria, e coisas sérias e crianças, já se sabe, não combinam.

Nota: Isto não se transformou num blogue católico. Depois da Quaresma, regresso à normalidade.
(Ou não!)

8 de abril de 2014

Lista do essencial para Taizé - Easter 2014


Sábado que vem, se tudo correr como previsto, sigo para Taizé novamente! 
As saudades que eu tenho das orações, do puré de batata, do convívio com jovens de todo o mundo, do meu inglês hesitante, do francês desesperado e do portunhol bem intencionado. Tenho saudades do chocolate no pão ao pequeno-almoço, de tentar acompanhar os contraltos nas orações,  do lago do silêncio onde invariavelmente não consigo estar calada, do laranja da igreja, dos beliches sem proteção, das guitarras no Oyak, do queijo aos triângulos da refeição "no meat". Dos amigos que fiz lá (e que vou encontrar este ano!), de me encontrar com Deus e recarregar baterias.


Sou uma pessoa de listas, por isto esta lista será apenas para mim. Para mim e, talvez, para quem vá a Taizé pela primeira vez na semana Santa e que caia por acaso de pára-quedas neste cantinho que é o meu blogue. Mas servirá, sobretudo, de recordação! 

A minha refeição favorita em Taizé - puré de batata e especiarias e salame (aqui não vou ao no meat...)

Portanto, cá vai a lista do essencial para Taizé, na Semana Santa, e para quem fique numa camarata (aquecida, iei!).

Taizé fica longe para camano
Mochila (para levar no autocarro, na viagem de cerca de 24h para quem segue de Lisboa):

  • Cervical fofinha (nada daquelas insufláveis!)
  • Casaco
  • Manta/cobertor
  • Bolsa de higiene 1 (escova de dentes+pasta+escova cabelo+o que vos fizer falta durante 24h, que isto ser menina tem os seus quês)
  • Livros, mp3, cartas para jogar - 24h é muuuito tempo.
  • Lenços de papel (se forem ranhosos como eu)
  • Máquina fotográfica
  • Carteira (com os documentos - não esquecer o cartão europeu de saúde! - e algum dinheiro)
  • Telemóvel
  • Máquina fotográfica
  • Comida: sandes, bolachas, sumos, água, fruta. Eu irei levar sandes, água, fruta fresca, chips de maçã seca, cenouras aos palitos, bolachas caseiras e trufas crudíveras. Às tantas ainda me dá para fazer um bolo, ou muffins. Não sei. Andar de autocarro dá-me fome.
  • Sacos de plástico
  • Estojo com canetas e bloco de notas (vou tentar - tentar! Não prometo nada... - manter um registo diário dos meus dias em Taizé, pois foi uma coisa que tive pena de não ter feito em 2010 nem o ano passado, em Roma). 
Mala 

  • Canivete - o must have em Taizé! O básico da sobrevivência. Se for daqueles com mini garfinhinho, melhor ainda. 
  • Gabardine - em Taizé chove todos os dias!
  • Saco-cama
  • Almofada
  • Casaco extra (vou levar um fino e outro mais quente)
  • Bolsa de higiene 2 (com produtos de banho: gel de banho, shampô, amaciador, chinelos)
  • Agenda com moradas (para enviarem postais de Taizé aos vossos amigos - ok, sou só eu que gosta de fazer isto?!)
  • Enlatados (para a viagem da volta)
  • Comprimidos (para o caso de ficarem doentes terem assim um ibuprofeno e/ou paracetamol à mão. Eu ainda levo os das artroses, para a minha bursite do joelho...)
  • Toalha de banho - de preferencia, daquelas fininhas que secam instantaneamente (comprei a minha na Decatlon)
  • Carregadores - da máquina fotográfica e do telemóvel
  • Sacos de plástico - nunca são demais, acreditem.
  • Roupa - claro, né... Aqui a palavra de ordem é o minimalismo. No meu caso, o minimalismo é: um par de meias e um par de cuecas para cada dia (mais um suplente - não sei porquê, mas em meias e cuecas levo sempre um par suplente!), dois pares de calças (sendo que uma delas vai vestida), camisolas interiores (uma para cada dia), 3 pares de leggings, uma camisola fina para cada dia, dois blusões/camisolas mais grossas. Ainda vou ponderar se levo as minhas jardineiras ou não (entretanto diminuí dois números, mas não há-de ser nada). Levem calçados umas botas que sirvam para a chuva. Levem também cachecol e gorro, que isto nunca se sabe.
  • TAMPÕES PARA OS OUVIDOS. Juro que se me esquecer deles (como aconteceu em Roma) entro em depressão profunda. O meu sono é de princesa, basta um ressonar levezinho para já ficar avariada (em contrapartida, pessoas a conversar, música, barulho do trânsito, passaros e afins até serve de embalo).
E pronto, é basicamente isto! Se souberem tocar um instrumento, tipo guitarra, pífaro, ferrinhos, o que for não se inibam de levar também - vão ser a alma da festa. 

Coisas que precisam levar mas que não cabem na mala: boa disposição, espírito prático (o desenrascanso, sabem?), descontração, predisposição para a reflexão (Taizé não é Erasmus!), vontade de comunicar. E isto não significa falar fluentemente três linguas - nem o inglês é estritamente necessário. Eu em 2010 era uma naba ainda maior que agora com o inglês e falei com toda a gente...


Espero que tenham gostado e que, quem sabe, tenha sido útil para alguém! Se for o caso de teres vindo cá parar por acaso e estares também a preparar-te para a semana Santa em Taizé, não hesites em procurar-me. Sou a da gabardine amarela, tipo capitão Pescanova. Não há como errar!
Tipo assim, mas sem o chapéu.

Nota: Imagens todas retiradas do google

11 de março de 2014

Primeiro beijo


Isto dever ser alguma coisa hormonal, só pode. Estou tão lamechas.

[Quase nunca se fala do primeiro beijo porquê?]

Sou tão menina.

7 de março de 2014

Numa aula ontem, sobre as placas de Rorschach


Toda a gente viu um morcego ou uma borboleta.


Eu vi um burro com asas.


6 de março de 2014

Quando envelhecer vou vestir púrpura



Estava na sala de espera da fisioterapia, a ler uma revista onde o Paulo Coelho fazia referencia a este poema. Poema que eu li há tanto tempo que já nem me lembro quando, mas que não sei porquê associo a momentos bons, a infância, e à minha irmã.

Quando envelhecer vou usar púrpura (de Jenny Joseph)

Quando envelhecer vou usar púrpura com
chapéu vermelho, que não combina
nem fica bem em mim

Vou gastar a pensão em uísque e luvas de verão
e sandálias de cetim - e dizer que não temos
dinheiro para a manteiga

Vou sentar na calçada quando me cansar e devorar
as ofertas do supermercado, tocar as campainhas
e passar a bengala nas grades das praças
e compensar toda a sobriedade da
minha juventude

Vou andar na chuva de chinelos, apanhar flores
no jardim dos outros e aprender a cuspir.

Vou usar camisas berrantes e engordar sem culpa
comer um quilo de salsichas de uma vez
ou só pão com pickles a semana inteira
e jcolecionar canetas e lápis e bolachas de cerveja em caixinhas.

Mas agora tenho de usar roupas que me deixam seco, pagar o aluguer,
não dizer palavrões na rua e ser um bom exemplo
para as crianças

Tenho de ler o jornal
e convidar amigos para jantar

Mas quem sabe eu devia começar já?
Assim os outros não vão ficar chocados demais
quando de repente eu ficar velha
e começar a vestir púrpura.

5 de março de 2014

Conversa com a menina da caixa

(sobre nascerem mais meninos que meninas)

Ela:"Quando o meu filho nasceu, era o único menino na enfermaria!"
Eu: "Isso vai ser bom para ele quando for mais velho! A não ser, claro, que seja gay..."
Ela: "Ai credo, nem me diga isso!... Quer dizer, também há coisas piores... antes gay que drogado!"


29 de dezembro de 2013

Tenho um leitor de DVD!!!

As minhas preces foram ouvidas! Dia 25, ao chegar a casa, tinha uma tv nova (que dá para pôr uma pen atrás, OMG OMG!) e um leitor de DVD's que lê também VHS :D :D :D

É assim, mais coisa menos coisa. Não reparei na marca, que para mim é tudo igual!

Passei de não ter nada para ter tudo. Como disse um amigo meu, aterrei finalmente no séx. XXI!

Não consigo conter o meu entusiasmo! Mas logo a pouca sorte de estar atolada em coisas para fazer (nas quais se inclui a preparação de 5 exames) e não puder matar as saudades das minhas cassetes à vontade! Apetece-me pegar na coleção da Heidi e ir da primeira à última.E fazer o mesmo com a coleção do Marco. E das histórias da Bíblia para Crianças. E revoltar os armários à procura do Corcunda de Notre Dame, que não encontro em lado nenhum.

My precious!
Como isso não pode ser, contento-me em ver as coisas às prestações. Assim, já vi a cassete da minha Primeira Comunhão (éramos tão fofinhas! E a quantidade de gente conhecida que se vê por lá, que na altura ainda era desconhecida?), de Fátima (um filme com a Catarina Furtado e o Diogo Infante) e o primeiro episódio da Heidi e do Marco. O Jardim Secreto, o meu filme favorito de todos os tempo, está para breve.

Esta é capaz de ter sido a melhor prenda de todos os tempos.

Tão lindos *.*


6 de dezembro de 2013

Red Lipstick Day


Digo a brincar que tenho um homem interior (um homem gay!). Gosto de usar vestidos, cozinhar e costurar, mas depois acabam-se todos os estereótipos femininos (também não gosto de futebol, vá, e não sei pregar pregos na parede. Nem abrir frascos. Essas coisas). Não uso brincos, salvo ocasiões especiais ou quando o furo está na iminência de fechar, estou sempre despenteada, estou sempre a cair e não sei andar como uma senhora, não falo como devo ser, tenho risos estridentes, não pinto as unhas, não corto cutículas, nunca fui a nenhuma manicure ou pedicure, não gosto de saltos altos, sou a favor da redução da depilação ao mínimo essencial, não pinto o cabelo, não faço madeixas e, acima de tudo, abomino maquilhagem.

O meu estojo de maquilhagem (estojo, lol, está tudo ao molho numa gaveta) reduz-se a base, pó e eyeliner. Fim. Também tenho um lip gloss (mas que raramente uso) e ponho batom do cieiro com regularidade, mas isso não sei se conta. Por isso, quando a Lénia, do blogue not so fast lançou o desafio do Red Lipstick Day (informações aqui e aqui) não pude participar: não tinha batom de espécie alguma, quanto mais batom vermelho! Mas durante este mês tratei disso, chateei até à exaustão as colegas da faculdade para aderirem ao dia e pronto, pus batom vermelho!!!

É incrível a mudança que um simples batom faz numa pessoa, aquilo parece a capa do super homem, a gente põe e sente-se outra. Até parece que caminhamos mais direitas. No inicio do dia estranhei, parecia uma prostituta, "onde é que já se viu uma mulher gorda curvilínea, baixa a roçar o anã, com a cara cheia de borbulhas, ter a lata de pintar a boca de vermelho, devo estar maluca da cabeça..." mas pronto, lá venci a voz interior e saí à rua.

Adorei a experiência. Tive a confiança nos píncaros o dia inteiro. Não sei se fiquei mais bonita, mas senti-me mais bonita. Senti-me bonita, aliás. Sem o mais. Não é que normalmente me sinta feia, nada disso, mas no dia-a-dia acho que ando sempre a roçar o normal. Também com semanas tão cansativas a verdade é que não resta grande tempo para divagações se nos achamos bonitas ou feias... E ao fim do dia, com olheiras até ao umbigo e cabelo desgrenhado, a babar-me enquanto durmo no comboio, duvido muito que esteja atraente!

A repetir. Todos os meses. Talvez até mais do que apenas na primeira sexta-feira de cada mês. Quem alinha???


Nunca tirem fotos de manhã. Os olhos inchados de sono não são fotogénicos

Nem acredito que consegui convencer algumas colegas a aderir! Sou a de casaco cinzento.

2 de dezembro de 2013

Os sonhos do mês voltaram!

Vou tentar ser fiel e escrever os meus sonhos do mês de Dezembro. Se forem tão abundantes e cómicos como os que tive durante o mês de Novembro, vai ser uma experiência interessante!


17 de novembro de 2013

O Mestrado


Quando entrei para a faculdade não me imaginava como psicóloga. Era apenas uma pessoa que gostava muito de psicologia, e que apesar de se ver noutras profissões (enologia, por ex.!), o facto mesmo é que estava completamente apaixonada sobre os temas relacionados com o mundo mental. 
E ainda estou, na verdade. E cada vez mais. Gostei muito do curso, mas no ultimo ano (principalmente devido à alteração do plano de estudos) estava mais desmotivada. Também não me imaginava a dar consultas. Gostava de psicologia, mas queria ter um papel mais direto na promoção da saúde, não queria só "tratar doenças". Também não achava que o individuo devia ser encarado isoladamente, mas sim de uma forma sistémica. E queria estar no campo, "onde as coisas acontecem", e não apenas fechada num consultório - por isso, a escolha do mestrado foi das decisões mais fáceis que já tomei. 

Visão sistémica.
E o mestrado é completamente diferente. Levantar-me às 7h da manhã custa menos porque sei que me esperam aulas entusiasmantes. Daquelas que dão vontade de me formar amanhã e começar logo a trabalhar. E trabalhos como o que estive a fazer hoje (que começa a ganhar forma), com temas que me dão vontade de fazer mestrado, doutoramento, pós-graduações e tudo o mais que houver, e que me fazem sentir que sou capaz de mudar o mundo.  E que me fazem sonhar com o estágio curricular, com o estágio profissional (sim, sou doida ao ponto de já ter pensado no sitio!), com o meu trabalho. Mas que também me fazem sentir insegura ao tomar consciência do pouco que sei e do quanto me falta aprender. 


Antigamente preocupava-me com as notas, com a média, com a época de exames. Neste momento, apesar de ainda serem preocupações relevantes, estão a ser ultrapassadas por preocupações muito mais reais, como por exemplo "e se eu não tiver jeito?", "e se eu for uma péssima psicóloga?", "e se prejudicar alguém?" e, não menos importante, "e se não arranjar emprego?". 

Estou a aproveitar o momento, mas a verdade é que mal posso esperar :)




13 de novembro de 2013

Aceitam-se currículos - a minha lista de marido ideal

A minha bisavó diz-me muita vez (ainda me disse no sábado) que eu nunca me vou casar porque sou muito esquisita e que por isso estou condenada à solteirise inveterada, trinta gatos e tudo o mais incluído no pacote. 

Eu, segundo imagina a minha bisavó. 
A verdade é que não é algo que eu queira: sim, gostava de encontrar alguém que durasse o resto da minha vida toda. Acredito nos relacionamentos para toda a vida e não vejo mal nenhum em querer isso para mim. Sempre me pareceu muito parvo e hipócrita as mariquices de algumas mulheres que põem no facebook (e criam páginas, senhores!) sobre os homens serem assim e assado, e que estar solteira é que é bom, que nunca vão querer casar na vida, que isto e mais aquilo e depois a grande maioria vai-se a ver e chora todos os dias com a cabeça enterrada na almofada.


E para quem acha que não, que me diga, explicitamente e do fundo do coração, que quer acabar sozinha(o). Se houver alguém que pensa assim, que diga sem medos - mas dificilmente eu acreditarei.


Mas principalmente desde que entrei para o mestrado, e principalmente às segundas-feiras (em que tenho Mediação Familiar - divórcios e tal) e oiço às vezes coisas impensáveis de serem feitas e ditas a um ser humano, quanto mais a um ser humano que um dia se amou, chego mesmo à conclusão que posso querer arranjar alguém para a minha vida, mas que mais vale só que mal acompanhada.

Não quero isto, obrigada.
E foi assim que cheguei à conclusão que, apesar de não querer, não tenho medo de acabar sozinha. Que, mais do que me medo de ficar sozinha, tenho um terrível pavor de um dia acordar e perguntar a mim própria "O que fui eu fazer? Foi este o homem com quem casei???". Às vezes sonho que me estou a casar com alguém que não conheço, e acordo a tremer, alagada em transpiração - eu quero alguém muito especial, não quero um qualquer e muito menos um desconhecido!

Tipo, not.

Por isso a minha avó tem razão - sou esquisitinha. Mas esperançosa: por contra o que a minha amiga Ana me disse para não fazer nunca, jamais, em tempo algum, vou fazer a minha...



Lista de marido ideal:
  1. Goste de fazer massagens mas não goste muito de as receber
  2. Cheire bem
  3. Saiba dançar
  4. Goste de gatos
  5. Goste de cobras
  6. Goste de bichinho de conta e joaninhas
  7. Queira ter filhos (mas não mais de dois)
  8. Goste de viajar
  9. Goste de jogar às cartas e jogos de tabuleiro mas não me chateie se fizer jogadas burras.
  10. Não ressone ou faça barulhinhos a respirar enquanto dorme
  11. Goste de ler
  12. Goste de estar em silêncio e não se sentir desconfortável com ele 
  13. Goste de falar
  14. Tenha sentido de humor (mas não dizer gracinhas de propósito)
  15. Não se canse facilmente
  16. Goste de ir comprar roupa (assim compra a minha e eu escuso de voltar às compras na minha vida!)
  17. Não goste de cozinhar (a cozinha é MINHA!)
  18. Goste de limpar e arrumar, mas não seja obcecado com as limpezas - toda a gente sabe que alguma vitamina M é essencial a uma vida saudável.
  19. Não tenha mimimis para se sentar na relva, que adopte a regra dos 5 segundos quando alguma coisa comestível cai ao chão e consiga improvisar uma colher com a tampa do iogurte - e outras coisas do género.
  20. Não seja esquisito com a comida e gostar de experimentar novos alimentos.
  21. Goste de usar camisolas de lã no inverno 
  22. Seja desenrascado
  23. Não ache foleiro os meus post-its no espelho da casa de banho, com palavras fofinhas de bom dia.
  24. Não me faça surpresas que envolvam mais pessoas que eu e ele
  25. Adore as minhas manias
  26. Não tenha medo por eu ser sonâmbula
  27. Que goste de discutir as coisas em que não estivermos de acordo
  28. Que não saia de casa sem me dar um beijo (se for na testa, tanto melhor).
  29. Que goste de abraços
  30. Que diga que gosta de mim pelo menos uma vez por dia
  31. Que me faça sentir bonita e que me ache sexy mesmo de pijama polar e pantufas com bonecos
  32. Que não tenha preguiça ou medo de trabalhar seja no que for
  33. Que saiba pregar um parafuso, mudar uma lâmpada, pintar uma parede, mudar um pneu - coisas assim.
  34. Que me consiga abrir os frascos
  35. Goste de grandes passeios ao ar livre
  36. Goste de viajar, mesmo por Portugal a fora
  37. Não goste (ou não gostar muito...) de praia
  38. Não tenha complexos por ser gordo, magro, vesgo, coxo - eu não quero mesmo saber. A sério!
  39. Acredite na fidelidade e na monogamia
  40. Que não ligue muito a telemóveis, computadores e coisas estranhas touch 
  41. Que goste de ver filmes de todos os géneros, incluindo (e principalmente!) os de animação.
  42. Que me faça companhia ao serão - cartas, filmes, massagens, etc. em vez de computador, facebook, trabalho e outras m*****.
  43. Que não seja workhaolic 
  44. Não precisa ser nenhum Einstein mas precisa de conseguir manter uma conversa acerca de temas interessantes e desconhecidos para mim, e que perceba as minhas piadas que incluam algumas coisas de cultura geral.  
  45. Que goste das minhas futuras tatuagens, inclusivamente aquela do Harry Potter que quero fazer
  46. Que tenha uma mãe simpática e pouco controladora
  47. Que goste dos meus amigos
  48. Que queira partilhar os seus amigos comigo
  49. Que eu goste dos seus amigos
  50. Que seja meu amigo

* lista em expansão...*

Fator eliminatório:
  • Não posso estar apaixonada por ele, nem ele estar apaixonado por mim (ninguém toma decisões acertadas apaixonada, mas também a paixão dura 18 meses no máximo, é questão de esperar).

Em caso de empate, vou privilegiar:
  • Pêlos no peito, especialmente se fizerem um carreiro no umbigo *.*
  • Ter olhos amendoados ("à chinês")
  • Ser ruivo
  • Ter sardas ou muitos sinais
  • Ter os olhos escuros
  • Gostar de palavras cruzadas
  • Tenha uma religião
  • Tenha os dentes direitinhos

Aceitam-se currículos. Não necessita fotografia.

2 de novembro de 2013

Tatá!

Isto está a tornar-se um hábito: fico mil anos sem escrever, volto a escrever dois ou três posts, volto a desaparecer outra vez. E isto passa de um blogue auto-centrado cheio de conversa de chacha para um blogue igualmente auto-centrado e cheio de conversa-de-chacha, mas de posts esporádicos. Com publicações mais ou menos com o mesmo intervalo que o aparecimento o cometa Halley...

29 de julho de 2013

Actividade onírica e Sonhos do Mês


Sou uma pessoa que sonha muito. Sonhos a dormir. Também durmo muito, o que parecendo que não tem a sua influência :P
Nunca liguei muita importância aos sonhos, afinal valem o que valem, é apenas a minha mente livre de condicionamentos e censuras a vomitar tudo e a tentar que tenha um sentido. Sonho a cores, normalmente vários sonhos por noite, é muito raro não me lembrar dos sonhos que tive e é muito raro também ter pesadelos. Bem como sonhos bons - os meus sonhos normalmente são intermédios, sem nada de especial, com coisas banais da minha vida ou, muito frequentemente, com pessoas desconhecidas e aspectos surrealistas.
Sonhos com monstros, fadas, e outras personagens sobrenaturais: acho que nunca tive. Nem quando era pequena. Nem com o Doraemon!
Uma vez falara-me do treino para se passar a ter "sonhos lúcidos". Ou seja, treinarmo-nos para, durante o sonho, repararmos que estamos a sonhar e conseguirmos modificar o sonho, ou acordar. Acho que é capaz de ser benéfico para quem tenha pesadelos recorrentes, ou pesadelos persistentes, mas para as pessoas normais não vejo benefícios. Quando sonho acho sempre que essa é a vida real, por mais estranho que o sonho esteja a ser e por mais bizarro que estejam os acontecimentos, e gosto que isso seja assim. Não teria graça nenhuma se fosse de outra maneira!
Eu e a minha irmã costumamos contar os sonhos bizarros e/ou engraçados uma à outra. E esta noite, e a outra, tive sonhos muito bizarros:

Não, não foi que estava nua.
Acho que nunca tive um sonho desses, apesar de ser um sonho relativamente comum!
O de há duas noites foi com um rapaz que evidenciava ter ascendência africana (posso dizer simplesmente preto, que é o termo que costumo usar e sem nenhum sentido pejorativo, a não ser quando digo mal de algum preto especifico, mas nessas alturas uso adjetivos muito mais pujantes que os referentes à cor da pele!). Era sem duvida o preto mais giro que alguma vez vi! Basicamente, o sonho era só isso. O preto de um lado para o outro, eu e o preto na marmelada. Mas nada hardcore, foi um sonho até muito inocente! Fim. --> Li nalgum lado que nunca sonhamos com rostos desconhecidos, por isso quero acreditar que anda por aí um preto sexy à minha espera. Vou ficar mais atenta no comboio!. 
O da noite passada foi com bebés. Bebés recém-nascidos, que não me deixavam dormir. Não paravam de chorar. E eu sem saber o que fazer aos bebés, e tinha tanto sono... E ainda por cima, tinham os berços no "quarto dos brinquedos", tão longe, e eu a pensar porque raio não enfiei os putos numa alcova no meu quarto, que seria muito mas prático. Acordei estafada.

Então lembrei-me: porque não assentar os meus sonhos durante um mês? Daqui a uns tempos (dois dias, no máximo) esquecê-los-ia para todo o sempre e parece ser uma coisa gira de se fazer, para pessoas meio loucas (como eu!) mais tarde recordarem. Podia dizer que tinha a ver com psicologia e tal, e que queria verificar qualquer coisa super interessante e obscura, uma estereotipo qualquer psicologico, mas seria mentira. Vai ser só, e somente, para me divertir.


Então, a partir de hoje, vai haver também um separador com o tema "Sonhos do Mês". Convido toda a gente a partilhar também sonhos interessantes, e durante este mês, haver aqui uma espécie de "tertúlia dos sonhos". A maioria de nós deve estar de férias, tem mais tempo para dormir e, portanto, mais sonhos terá!




14 de julho de 2013

Façam-me rir, senhores, façam-me rir.




"Eu, por exemplo, só tenho por amigos aqueles que possuem senso de humor. Não importa serem ricos, pobres, doutos ou ignorantes. Interessa o espírito fantástico, o amora da pieutea, o espírito diligente e capaz do riso. O riso (...) é o que me liga seriamente às pessoas"
Agustina Bessa-Luis

Afinal não sou só eu.
Façam-me rir e já me conquistaram. Sou assim, fácil. Todos dizem que as mulheres são complicadas e exigentes, mas eu sou uma das muitas excepções. 
Uma rapariga que ri sem medo de estar a ser ridícula, de ter coisas nos dentes, de ter o riso "feio" ou "estridente", fica instantaneamente encantadora; um rapaz que ri à gargalhada sem ligar aos "menos, menos" dos amigos sobe em flecha nos pontos da minha escala de sexiness interior. 
Uma pessoa que não ria ou sequer sorria e passe o tempo todo com cara de posta de pescada não tem valor nenhum para mim. Pode ser interessantíssima, ter dado a volta ao mundo, gostar das mesmas coisas que eu, falar com fluência e desembaraço sobre coisas interessantíssimas que não vou querer passar tempo com ela. Prefiro que seja ignorante, chata e calada, mas que saiba apreciar uma boa piada e que seja capaz de fazer um comentário sarcástico sobre qualquer coisa banal e corriqueira. Ou que simplesmente sorria com sinceridade e frequentemente.

E pronto, lembrei-me disto porque esta semana fui à Primark e achei o rapaz que nos atendeu extremamente giro. Depois comentei com a minha irmã, olhei melhor e vi que se calhar não só não era nada de especial, como também seria considerado feio pela maioria das pessoas que conheço. A única particularidade que tinha era que sorria muito. 
Se comentasse isso com a maioria das minhas amigas fariam pouco de mim. A minha irmã, por ser gémea e um prolongamento de mim, concordou inteiramente!

26 de junho de 2013

Procrastinação...

Tenho dois exames para a semana.
Um segunda e outro terça.

Ainda não decorei (não, não é saber: neste momento, as faculdades neste país apostam mais no decorar,  por isso temos de nos conformar) o modelo life-span para Psicologia do Envelhecimento, nem as diferenças entre a abordagem tradicional e a atual na Psic. Cog. Comp. Int. para Psicologia Clínica e da saúde, que estou a tentar decorar há uma eternidade mas entretanto já decorei dois fados novos (novos para mim!) sem ter feito nada para isso.

Enfim!

Aqui vai um deles, da Ana Moura, que apesar da letra deprimente (amores impossíveis não são propriamente razão de grandes animações) é um deprimente que eu gosto, com um certo humor. De momento, é um dos meus fados preferidos! 
Tanto que, depois de eternidades sem publicar nada, decidi partilhá-lo com vocês (mesmo que não gostem de fado, isto nem parece fado, a Ana Moura é mesmo assim...)


Aviões no céu a mil 
Banda larga em Arganil

Argonautas, foguetões 
Fogos fátuos e neutrões
Nitro, super, combustão 
Consta em Santa Comba Dão
Dão-se destas situações 
Milagres, aparições
Dava-se outro caso assim
E tu gostavas de mim



Pode um rebento em Belém 
Ser filho mas só da mãe
Multiplicação do pão 
Boavista campeão
Automóveis sem motor 
Motociclos a vapor
Se não tem divina mão 
E acontece tudo em vão
Dava-se outro caso assim
E tu gostavas de mim



Lei e ordem no Brasil 
Ciber-espaço em Contumil
Cães em naves espaciais 
Micro-chips em cães normais
Micro-sondas em Plutão 
Dentro da televisão
Situações paranormais 
Para nós mais que banais
Não era pedir demais
E tu gostavas de mim

8 de maio de 2013

Miscelâneas incongruentes


A semana passada, vinha eu da biblioteca (descobri as alegrias de ter uma biblioteca ao pé de casa - livros gratuitos!) com os três livros que tinha escolhido para este mês na mão, quando reparei nos títulos:

- Caderno de Agosto, da Alice Vieira
- A arte de ser bom pai - cartas de Eça de Queiroz para os filhos
- Liza a pecadora, de Sommerset Maugham (tenho de trazer sempre um livro dele, acho que vou ler as suas obras todas de seguida até me enjoar).

O primeiro é um livro para crianças e pré-adolescentes (a Alice Vieira é a minha escritora preferida - tenho 20 anos, a caminho dos 21), o segundo uma compilação de algumas cartas do Eça para os filhos, com comentários de Beatriz Barrini e o terceiro, bem, o terceiro é o Maugham e nem preciso de explicar mais nada.
Parecem livros para pessoas diferentes, mas não, são todos para mim. 
Para a próxima, vou trazer o Anna Karenina, do Tolstoi, outro do Maugham e um livro da colecção "Profissão Adolescente", da Maria Teresa Maia Gonzalez (talvez o "Tão cedo Marta!", se estiver disponível...). 

6 de maio de 2013

Há dias felizes!


Não estava muito preocupada com o assunto, afinal não estava na "linha de fogo", mas foi um alívio saber que entrei para o mestrado que queria. Fiquei radiante :D 

É estranho. Parece que ainda ontem entrei para a faculdade e escrevi este post aqui. Não conhecia ainda quase ninguém, não tinha visto um único professor (real, o da aula fantasma não conta!), não tinha ido a uma única aula (a primeira seria segunda-feira, Biologia e Genética, ainda me lembro!). Estava entusiasmada por ir conhecer pessoas novas, por mudar de ares. Tinha a minha irmã e o meu melhor amigo mesmo ali ao lado (entretanto o cenário alterou-se...). Estava feliz.
Passados três anos, o balanço mantêm-se positivo. Muito positivo, até. Apesar deste semestre andar mais desmotivada (digamos que a reformulação do plano de estudos não foi o que eu estava à espera...), estou entusiasmada com o que vem aí. 
Apesar de serem assustadoras, continuo a gostar de mudanças. Estou mais que preparada para esta.
E, daqui a 2 anos, vai ser interessante ler este post outra vez. 
Desejem-me sorte!

27 de abril de 2013

Livro 2 - Anouska tem um medo que se pela por cavalos

Não sei precisar quando começou. Eu sei que é impossível alguém nascer com medo de cavalos, mas sinceramente, acho que é o meu caso! Os burros não entram nesta equação: os burros são fofinhos, eu meto-me em cima deles sem problemas e uma das melhores recordações que tenho da minha infância é pegar a boleia de todas as carroças que via passar na terra do meu avô. Os burros não contam.

24 de abril de 2013

Quando se faz o que se gosta...


... chega-se a casa com asas nos pés e cheia de ideias na cabeça para projectos futuros!


Adoro dias assim.
Deixem-me gozar desta sensação, que amanhã já passou tudo!


7 de abril de 2013

Voltar de férias...

Pois é, voltei! Duas semanas passaram num ápice, e amanhã lá voltou eu para as greves da cp, trabalhos da faculdade, aulas (umas secantes, outras interessantes!), correrias, enfim. Lá volto eu à minha vida.
Digo a toda a gente que gosto de viver onde moro (e é verdade!), mas adorava morar num lugar onde pudesse passear depois do jantar. É que apesar do frio que se fez sentir em Trás-os-Montes (ontem então nem se fala!) as caminhadas depois do jantar eram o ponto alto do dia. E depois de duas semanas rodeada por estas paisagens, quem é que se pode sentir feliz por voltar para um subúrbio lisboeta???








(as fotos são todas minhas, tiradas por mim nestas duas semanas)

Morasse eu mais perto... Assim, só em Agosto.
Estou deprimida!