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10 de março de 2014

Beatriz e Virgílio - Yann Martel


Tenho lido muito! Muito mesmo :) Não por ter recebido muitos livros no Natal, ou por a Biblioteca ter ficado miraculosamente bem apetrechada de livros, mas porque como toda a gente que tem facebook deve saber, a Editoral Presença decidiu andar a dar livros à maluca e comprei seis livros pagando apenas os portes! 

Um dos livros que encomendei foi o Beatriz e Virgílio, de Yann Martel. O único motivo da minha escolha, sou sincera, foi ter sido escrita pelo autor da Vida de Pi, que como já referi aqui, destronou O Fio da Navalha


Não me desapontou nadinha. Li-o em três dias (ou melhor, três noites e duas viagens de comboio!) e ficou um dos meus livros preferidos. E o Yann Martel ganhou um lugarzinho no meu coração mesmo ao lado do Maugham... Ainda para mais é de Salamanca, que para mim é sempre uma cidade especial!
Não sei o que vos falar acerca do livro... é um livro sobre o Holocausto? Sim, é, de facto. É um livro sobre um escritor? Também. Mas principalmente, é um livro sobre culpa, o que, não sendo um tema simpático, é um tema que nos toca a todos. 


Reparei que afinal não vos quero contar nada acerca do livro, mas apenas dizer que gostei muito e pedir que o leiam! As minhas partes favoritas são a parte de pêra (se lerem lerem vão identificar esta parte facilmente) e a parte do fim, Jogos para Gustavo. Não devia dizer isto, mas se não tiverem interesse em ler o livro, vão à Fnac ou algo do género, peguem no livro e leiam a parte do fim, que são os Jogos para Gustavo. Para mim, é o que torna o livro brilhante.



NOTA: Quando fui procurar imagens para ilustrar este post, dei de caras com duras críticas sobre o livro, principalmente sobre a parte dos Jogos para Gustavo. Isto deixou-me curiosa por ouvir opiniões diferentes da minha. Por aí, alguém já leu? Adorava saber o que acharam!



2 de janeiro de 2014

O Véu Pintado - filme e livro, assim, tudo de seguida para começar bem o ano!


Todos já sabem (aqui e aqui) que eu adoro o Maugham quase de paixão, quase como uma doença, ali a roçar a obsessão. Eu simplesmente venero o homem, ou melhor, o que ele escreve. Ou melhor ainda, o homem que ele deixa transparecer que era por detrás do que escrevia. Não sei se foi perceptível, mas cá fica a ideia. 

O meu amigo Hélder - que é sem dúvida o melhor amigo que alguém pode ter, pois ouve sempre o que eu digo e, mais espectacular de tudo, na grande maioria das vezes (quase que me arrisco a dizer "sempre", mas seria demasiada petulância) está de facto a prestar atenção - ofereceu-me no meu aniversário o livro O Véu Pintado do Maugham. Claro que o devorei rapidamente e claro que a minha parte favorita foi o prefácio. Na capa apareciam dois actores, portanto deduzi haver um filme do livro, e de facto assim era. Apressei-me a sacá-lo da net arranjá-lo de uma maneira completamente legal mas o raio do bicho não corria de maneira nenhuma. Felizmente, na feira de Oeiras onde costumo vender doces a minha irmã encontrou o DVD por 2 euros, mas como não tinha DVD, só o pude ver agora. Ontem, para ser mais precisa.

O que as duas coisas têm em comum - livro e filme - é que ambos me deixaram desapontada. Esperava mais do livro, esperava mais do filme. Outra coisa que eles também têm em comum é que são ambos muito bons ainda assim.


A história é sobre uma mulher (Kitty) casada à pressa com um bacteriologista destacado em Hong Kong (Walter), por medo de ficar solteira para sempre. Aborrecida num casamento com um homem com quem não tem nada em comum, toma como amante Charles Towsend, o secretário colonial adjunto. Quando o marido descobre, tem a atitude peculiar de viagem rumo a Mein Tan-Fu, onde está a dar-se a maior epidemia de cólera dos últimos anos sobre o pretexto de trabalho. Lá têm como único vizinho um homenzinho muito interessante chamado Waddington, que é a minha personagem preferida, e a Kitty vai-se dedicar a ajudar um grupo de freiras francesas que dirige o orfanato local. 

Olhem para eles, tão queridos! Parecem tão felizes, não parecem? Pois é, não são!

Gosto muito da história e ainda gosto mais da maneira como está contada. Adoro histórias trágicas e estranhas, mas escritas com aquele humor irónico que é característico do Maugham. Acho que é dos poucos livros que li em que nenhuma das personagens é, por assim dizer, boa pessoa (mas isso também é quase regra no Maugham). O filme, apesar de muito interessante, afasta-se por vezes bastante do livro, o que me irrita sempre nos filmes baseados em obras. Não gostei nada que tivessem alterado completamente a minha cena preferida no livro para uma cena sensaborona no filme (não vos vou dar mais pormenores, porque não quero estragar surpresas). Mas são coisas que acontecem!´

Veredicto: Leiam o livro, mas assegurem-se que tem o Prefácio! E depois, se estiverem interessados, vejam o filme.

 E aqui têm o trailer, para quem quiser ver (para não variar revela de mais o filme mas ainda assim está dentro dos meus limites do aceitável)


8 de novembro de 2013

A Vida de Pi




Nunca pensei proferir (ou escrever...) estas palavras, mas aconteceu: o meu livro preferido já não é o Fio da Navalha, foi destronado pel' A Vida de Pi. 

Até Março passado, não fazia ideia quem era o Pi, quanto mais o que era a vida dele. Mas o meu amigo Luis fez anos e fomos todos ao cinema ver a Vida de Pi.

Que se tornou um dos meus filmes preferidos de todo o sempre. Onde fiquei pregada à cadeira de tão fantástico que foi. Onde o tempo parou e fiquei completamente absorvida pelo filme, o que já não acontecia há anos. Fora a minha irmã, foi um filme que não foi muito apreciado pelos meus amigos, mas ficou num lugar bem especial do meu coração.


Como a terra do meu pai fica colada a Espanha e dali até Zamora é um saltinho, vamos sempre lá mais do que uma vez. É a única altura em que gosto de ir às compras, pois posso comprar coisas que não há cá (orchata, chá de menta e chocolate, bolinhos da Dulcesol...) e posso ficar meia hora (ou mais...) de volta dos livros de bolso. E olhem que na Espanha há imensoooos livros de bolso, é mesmo por cada livro editado sai uma versão em livro de bolso, muitas vezes a menos de metade do preço. E foi assim que o livro d'A Vida de Pi veio parar às minhas mãos.

Não sei o que possa dizer sobre este livro, a não ser pedir que o leiam! A história é sobre um rapaz indiano o Pi (com uma historia de nome muito engraçada!), cujo pai é dono de um Jardim Zoológico, que ao partir para o Canadá com a sua familia o barco afunda-se, ficando sozinho num barco salva vidas com um tigre de bengala. E mais alguns animais, ao inicio. O resto, vão ter de descobrir sozinhos.


A minha parte preferida? Não consigo escolher, mas gostei muito do inicio, quando PI quer integrar em si todas as religiões. Acho que me revi muito um bocado naquele rapazinho indiano que só quer amar Deus.

E pronto, é isto. Um livro profundo, sem pretensões, com uma linguagem muito simples, com uma narrativa leve e um sentido de humor apuradíssimo. De outra maneira não gostaria dele, se se pusesse a discorrer sobre o sentido da vida, se fosse moralista e se pusesse a brincar com as palavras, petulantemente, demorando uma página para dizer o que poderia ser dito numa linha. É um livro à minha maneira.

Leiam-no. E vejam o filme! E, pela primeira vez, a ordem pode ser ao acaso - não tira a magia nem do filme, nem do livro.


Mas continuo apaixonada pelo Fio da Navalha :)

5 de abril de 2013

Servidão Humana


 
Como sempre, ou quase sempre, acontece, leio primeiro um livro sem saber nada sobre ele e só depois vou ver o que as críticas, os amigos, a wikipédia ou o que seja, dizem dele. Normalmente, fico desiludida e esqueço depressa a crítica, mas no caso da Servidão Humana esta crítica deixou-me a gostar ainda mais dele, porque permitiu-me a comparação directa do que corresponde à realidade (ou seja, à vida do Maugham) e do que corresponde à ficção (ou seja à vida do Philip).
Adoro o Maugham, quase de paixão, apesar de, com este, ter lido apenas 3 livros. Adorava tê-lo conhecido e acho uma injustiça verdadeira ele ter morrido ainda antes da minha mãe nascer. Não seria bom chegar-me ao pé dele, estender-lhe a mão e "Olá Sr. Maugham [lê-se algo como Môme] como tem passado, agora sente-se aqui, beba um chá [o homem era inglês e todo o bom inglês gosta de chá] e fale."? 

1 de maio de 2011

O Fio da Navalha

Não sei como é a vida de estudante, e a minha em particular, que só no último dia de férias é que tenho tempo para publicar...
Em tempos idos, aquando a minha primeira publicação deste blogue, a minha ideia era fugir às conversas de chacha e escrever alguma coisa de valor para a humanidade. A minha ideia era escrever sobre os livros que lia e os filmes que via, de forma a formar um género de tertúlia. Seria interessantes, discussões acesas sobre filmes e livros e tal. Pois era, mas ao longo de quase um ano de existência fiz apenas quatro publicações nesse sentido: esta e esta, sobre filmes, e esta e esta, sobre livros, e este blogue foi-se tornando, a pouco e pouco (ok, foi logo assim que foi criado) numa coisa pública para alimentar o meu ego e falar sobre mim e, principalmente, dos assuntos da treta (os meus preferidos). Ou seja, uma espécie de conversas-de-chacha II. O que não tem mal nenhum, o blogue é meu, falo do que me apetecer.

27 de janeiro de 2011

Livros Infantis

Faço parte daquelas pessoas e viveram a primeira infância rodeadas de livros (ok, confesso que a mania dos livros dura até hoje - e durará até ao fim dos meus dias, pressumo). Não sei se era por os meus pais terem pouco dinheiro, ou se era por terem muito, que passei a minha infância a ler livros e a ver cassetes de video. Tenho uma colecção enorme tanto de uns como de outros. Até aprender a ler, não me deitava uma única vez sem que me lessem uma história.

28 de maio de 2010

Je suis moi parce que je suis moi

Isto 12º ano é outra coisa. E o 3º Período ainda é outra.
Os livros aconselhados são mais giros, os do programa também.

Em Francês, a obra integral que tivemos de ler é "Art", uma peça de teatro escrita por Yasmina Reza. Com apenas três personagens (Serge, Yvan e Marc) retrata a história de um homem que comprou uma obra estupidamente cara e completamente branca, com apenas umas listas transversais, também brancas (ou meio cinzentas, porque branco com branco é branco), e dos seus amigos, um que odeia o quadro manifestamente e outro mais lorpa, que para evitar conflitos nada contradiz.